
O corpo do ex-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda, começou a ser velado na manhã desta quarta-feira (24.jun) na sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. A cerimônia é aberta ao público e ocorre no saguão do Palácio Guaicurus, entre 8h e 14h. O sepultamento está previsto para as 15h, no Cemitério Jardim das Palmeiras.
O caixão chegou à Assembleia às 8h12, conduzido por militares, e foi posicionado no saguão principal, em frente à galeria dos ex-presidentes da Casa de Leis. Coberto pela bandeira de Mato Grosso do Sul, o espaço recebeu dezenas de homenagens florais enviadas por familiares, autoridades e instituições.
Entre os primeiros a chegar ao velório estavam familiares do ex-governador, incluindo o filho Paulo Cançado. Também compareceram os deputados estaduais Zé Teixeira (PL), Antônio Vaz (Republicanos), João Henrique Catan (Novo) e Pedro Pedrossian Neto (Republicanos).
No local, cerca de 30 coroas de flores foram distribuídas ao redor do salão. As homenagens partiram da família, de parlamentares, de instituições e de representantes do poder público.
Entre elas, estavam homenagens do governador Eduardo Riedel (PP), da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), do deputado estadual Lídio Lopes (Avante), do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, da Associação Beneficente dos Renais Crônicos, além dos deputados estaduais Londres Machado (PP), Mara Caseiro (PL) e João César Mattogrosso (PSDB). A senadora Tereza Cristina (PP) também enviou uma homenagem.
A Assembleia Legislativa decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-governador e manteve as bandeiras hasteadas a meio mastro. Em razão da cerimônia, a sessão ordinária desta quarta-feira foi suspensa. O governador Eduardo Riedel (PP) também decretou luto oficial de três dias em todo o Estado.
Marcelo Miranda morreu na manhã de terça-feira (23), aos 87 anos. Segundo a família, ele estava internado havia cerca de 20 dias em hospital particular da Capital para tratamento de pneumonia. O ex-governador também enfrentava problemas cardíacos e renais e morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos.
Trajetória - Natural de Uberaba (MG) e formado em
Engenharia
, Marcelo Miranda chegou ao então sul de Mato Grosso para atuar na construção da Usina de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho (SP). Posteriormente, ingressou no DER (Departamento de Estradas de Rodagem), participando da implantação de 4,5 mil quilômetros de estradas vicinais.
Sua trajetória política começou na década de 1970, quando foi convidado por Pedro Pedrossian e Levy Dias para disputar a Prefeitura de Campo Grande. Ele foi eleito prefeito em 1976 e, três anos depois, assumiu o governo do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul.
Em sua primeira gestão, elevou nove distritos à categoria de município: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
Em 1982, foi eleito senador da República. Quatro anos depois, retornou ao comando do Estado após vencer as eleições para governador. Seu último cargo público foi o de superintendente regional do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Mato Grosso do Sul, função exercida entre 2003 e 2012.
Por Mylena Fraiha e Fernanda Palheta
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