
Procurado por tráfico e suspeito de dupla tentativa de homicídio na guerra de facções pelo controle do comércio de drogas, Lucas Vinicius Cáceres Quintana, de 28 anos, foi preso no final da tarde desta terça-feira (17.mar), em Dourados.
Mesmo com sua foto divulgada em meios de comunicação e nas redes sociais a pedido da Polícia Civil, Lucas foi encontrado em casa, na Rua Benito Benites, no Residencial Vival dos Ipês, região sul de Dourados. A prisão foi feita pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira).
Nesse mesmo endereço, em 7 de março, policiais civis encontraram 387 gramas de cocaína e 81 munições de calibre 380. Naquele dia, Lucas Quintana já estava foragido, acusado de tentar matar uma mulher e o companheiro dela, na noite anterior, na Vila São Brás, região leste da cidade.
O pai dele, Laudemir Quintana Prado, de 51 anos, também é acusado de participar da dupla tentativa de homicídio que tinha como alvos uma ex-nora dele e o atual companheiro dela.
Ferido superficialmente com dois tiros disparados por uma das vítimas do atentado, Laudemir foi levado para o hospital e alegou que tinha sido baleado em frente a uma conveniência. Assim que teve alta, ele desapareceu. A polícia pediu a prisão dele, mas até agora o mandado não foi expedido.
Durante as buscas na casa de Lucas, no dia 7, a mulher dele, de 27 anos, e a irmã, de 21, foram presas em flagrante por tráfico e posse ilegal de munições, mas a esposa foi beneficiada com prisão domiciliar por ter um bebê de um mês de vida. A irmã de Lucas teve o flagrante convertido em prisão preventiva e segue recolhida.
Carro de Lucas Quintana em frente à residência dele; foragido foi encontrado no quarto (Foto: Reprodução)
Carro na frente – Na tarde de ontem, durante buscas no bairro, os policiais da Defron viram o carro de Lucas, um Ford Fusion preto, estacionado em frente à casa onde ele mora com a esposa e o filho recém-nascido. Pela janela, os policiais também perceberam que um homem parecido fisicamente com o foragido estava no imóvel.
Os policiais foram até a porta da casa e chamaram os moradores. A equipe foi atendida pela esposa de Lucas. Ela alegou que estava apenas com o filho pequeno e negou a presença de outra pessoa na residência.
Como tinham certeza de que havia mais gente no local, os policiais entraram na casa e encontraram Lucas no quarto. “Perdi”, disse ele, em sinal de rendição ao ver os policiais.
Perguntado se estava armado e se tinha droga e celular no local, Lucas Quintana negou, mas durante a conversa os policiais ouviram um telefone tocar e encontraram dois iPhones embaixo do guarda-roupa. Um terceiro iPhone também foi apreendido na casa.
No Residencial Dioclécio Artuzi, onde mora a irmã de Lucas – a mesma que foi presa no dia 7 e segue em custódia – os policiais encontraram um revólver Taurus calibre 38 em cima de uma prateleira. O morador alegou não saber da arma. O rapaz de 26 anos disse que sua mulher está presa, mas ele não tem relação com os fatos envolvendo a esposa e o cunhado.
Lucas Quintana foi levado para a sede da Defron para cumprimento do mandado de prisão preventiva e para ser autuado em flagrante por posse de arma de fogo de uso permitido. Ele permaneceu em silêncio durante os procedimentos.
Revólver apreendido na casa da irmã de Lucas Quinana; ela já estava presa (Foto: Reprodução)
O caso – Investigação da Polícia Civil revelou que na madrugada do dia 7 de março, Laudemir e o filho Lucas foram até uma residência na Vila São Brás armados e efetuaram disparos contra a ex-mulher de outro filho de Laudemir e contra o atual companheiro dela.
Testemunhas relataram que o homem reagiu e trocou tiros com os agressores. Laudemir foi ferido e Lucas fugiu. No local do atentado, a polícia recolheu cápsulas deflagradas de calibre 380, idêntico ao das munições encontradas no mesmo dia na casa de Lucas.
A ex-nora de Laudemir foi ferida de raspão. Ela seria o alvo do atentado. Laudemir é pai do barbeiro Leandro Cáceres Quintana, morto com tiro disparado pelo amigo, em frente à barbearia, em janeiro deste ano. Segundo a polícia, o atentado do dia 7 tem ligação com a disputa entre facções pelo controle do comércio de drogas em bairros das regiões sul e leste de Dourados.
Por Helio de Freitas, de Dourados
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