
Uma advogada de Mato Grosso do Sul, que não teve o nome revelado, foi indiciada pela Polícia Civil acusada de integrar a organização criminosa que aplicou estelionato contra uma idosa do Distrito Federal através do golpe conhecido como “falso advogado”.
A profissional foi um dos alvos da operação deflagrada nesta semana pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos do DF com apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), da Deforn (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e das delegacias de Caarapó e Juti.
Além da advogada, cuja cidade de atuação não foi informada, também foram alvos um detento recolhido na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e outras cinco mulheres, que participavam do esquema ocultando o dinheiro dos golpes.
De acordo com a polícia, o golpe teve origem no presídio de Dourados. O grupo enganou a idosa com mensagens simulando contato de um advogado responsável por processo judicial. Os suspeitos entravam em contato com vítimas por aplicativos de mensagem.
Usando o nome e a foto de advogados reais para dar aparência de autenticidade, o grupo informava que o processo exigia pagamento imediato para liberação de valores e conclusão do caso. Após a idosa fazer transferências para contas controladas pelos criminosos, o grupo ainda tentou obter um segundo repasse, mas a fraude foi descoberta antes da nova transferência.
Celulares encontrados em cela do preso envolvido nos golpes (Foto: Divulgação)
Todos os envolvidos vão responder por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas máximas que podem alcançar 26 anos de reclusão.
O delegado responsável pelo caso, Eduardo Dal Fabbro, da Polícia Civil do DF, disse que a investigação agora vai se concentrar nos documentos e celulares apreendidos durante as buscas, para identificar mais vítimas. Na cela do preso em Dourados, foram encontrados dois celulares.
Por Helio de Freitas, de Dourados
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