
Durante a manhã desta quarta-feira (28.jan), o interior do Mato Grosso do Sul, mais especificamente Dourados, amanheceu debaixo da mira da Receita e da Polícia Federal, que juntas buscam desarticular uma organização criminosa especializada em contrabando, flagrada transportando eletrônicos até em "mocós" de caminhão frigorífico.
Batizada de Operação Spectrum, que segundo a Receita Federal em nota faz menção ao codinome utilizado por um dos líderes do grupo, a ação em si é mais uma no escopo dos trabalhos de enfrentamento aos chamados "crimes contra a ordem tributária", sonegação fiscal, à concorrência desleal, etc.
Conforme a PF em nota, ao todo foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, mirando as cidades de Foz do Iguaçu/PR e Trindade/GO, além de Dourados.
Imagens dos cumprimentos de mandados por parte das forças de segurança, divulgadas pela PF, mostram uma série de armas armas apreendidas, dos mais diversos calibres, nas dependências dos indivíduos ligados ao esquema.
Contrabando em mocó
Para finalmente desarticular essa organização criminosa foi necessário um extenso trabalho investigativo, que teve como "estopim" uma das maiores apreensões de aparelhos que entraram de forma ilegal em território nacional.
À época, conforme narrado pela Receita Federal, foram apreendidos aproximadamente sete mil eletrônicos que, por se tratarem de aparelhos de alto valor agregado, somaram mais de sete milhões de reais.
O que chama atenção é justamente a forma como o contrabando era mascarado, uma vez que essa mercadorias foram encontradas em um compartimento oculto, o popular "mocó", dentro de um caminhão frigorífico carregado de carne que teriam como destino final a mesa da população em geral.
A partir dessa apreensão, a PF identificou a atuação de um grupo especializado na importação fraudulenta de mercadorias estrangeiras sem documentação fiscal. Os produtos eram dissimulados em cargas lícitas para dificultar a fiscalização e distribuídos para grandes centros do país.
Depois disso houveram uma série de novas diligências, pela própria Polícia Federal, a partir das quais foi possível identificar a atuação estruturada de um grupo criminoso que, segundo a PF, seria: "especializado na importação fraudulenta de expressivo volume de mercadorias de origem estrangeira, desacompanhadas de documentação fiscal e sem a devida regularização junto aos órgãos de controle aduaneiro".
Como modus operandi do grupo, seria comum esse armazenamento dos produtos em compartimentos ocultos "mascarados" entre cargas lícitas, tudo para dificultar a fiscalização e distribuídos para grandes centros do território nacional.
Importante destacar que as investigações seguem em curso, para traçar a totalidade do esquema, identificar novos envolvidos e demais infrações penais que possam estar ligadas às práticas do grupo.

Por LEO RIBEIRO
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