
Uma fábrica de roupas montada em Sete Quedas, cidade sul-mato-grossense na fronteira com o Paraguai, servia apenas de fachada para um esquema milionário de contrabando. O grupo usava o negócio para dar aparência de legalidade às mercadorias trazidas ilegalmente do país vizinho e que, segundo a PF (Polícia Federal), abasteciam grandes comércios no centro de São Paulo.
A estrutura fraudulenta foi desmontada nesta quinta-feira (13.nov), durante a Operação Roupa 7, deflagrada pela Polícia Federal. Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Presidente Epitácio, Álvares Machado, Paraguaçu Paulista (SP) e Sete Quedas. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Federal de Presidente Prudente (SP).
De acordo com as investigações, o grupo era especializado no transporte e distribuição de produtos vindos do Paraguai, como roupas e confecções, sem o pagamento de tributos. Para tentar despistar a fiscalização, o grupo abriu uma “fábrica” em Sete Quedas, que apenas simulava a confecção das peças, enquanto os produtos cruzavam a fronteira já prontos.
As roupas contrabandeadas eram levadas por meio de rotas terrestres até São Paulo, onde entravam no circuito comercial formal, movimentando valores expressivos. Por determinação judicial, foram bloqueados mais de R$ 20 milhões em bens pertencentes aos investigados.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais ainda apreenderam uma arma de fogo na casa de um dos alvos. Ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma.
Arma, munições e eletrônicos apreendidos. (Foto: Divulgação)
A PF segue analisando documentos e materiais apreendidos para identificar todos os envolvidos no esquema, que podem responder por contrabando, descaminho e associação criminosa.
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