
Os servidores dos Correios aceitaram a proposta do ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e encerraram a greve da categoria, iniciada na última quarta-feira (11) em Mato Grosso do Sul. Todos os servidores voltarão ao ritmo normal de trabalho a partir da próxima segunda-feira (16).
Como contrapartida do retorno ao trabalho, Godinho propôs a manutenção dos termos do último ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e do plano de saúde para os pais dos empregados até 2/10, quando o TST deverá julgar o dissídio.
“Os trabalhadores retornam de cabeça erguida. O sindicato parabeniza cada trabalhador que fez parte desta luta contra retirada de direitos e arrocho salarial”, comentou a presidente do Sintect/MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos), Elaine Regina Oliveira.
A greve nacional levou o TST a convocar a audiência de conciliação e propor a manutenção integral do acordo até o julgamento definitivo do dissídio. O processo estará na pauta de julgamento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST do dia 2/10, às 14h30.
No julgamento, o TST definirá as relações coletivas de trabalho até a data-base de 2020 e resolverá eventuais questões sobre a greve, iniciada na quarta-feira (11).
A greve – Os servidores protestavam contra a iminente perda de benefícios como tickets alimentação, o vale cultura e também o reajuste salarial de apenas 0,80% proposto pela empresa.
Com uma inflação acumulada de 4% no período, os funcionários teriam uma perda de mais de 3% no poder aquisitivo do salário. Em Mato Grosso do Sul, estima-se que pelo menos metade dos 1,3 mil funcionários da estatal entraram em greve. Trinta e cinco municípios aderiram a paralisação.
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