
A Justiça concedeu pedido de habeas corpus e mandou soltar o policial militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, que matou com um tiro o bioquímico Júlio Cesar Cerveira Filho dentro de uma sala de cinema, em um shopping de Dourados (MS), de acordo com o advogado do policial, Benedicto de Figueiredo.
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Homem foi morto a tiros dentro de sala de cinema que exibia filme infantil em Dourados — Foto: Diogo Nolasco/TV Morena
"O habeas corpus foi aceito pelo Tribunal de Justiça na quinta-feira (8), meu cliente está em casa. Não havia motivos para ele continuar preso, ele colaborou com a Justiça desde o princípio, entregou a arma, prestou socorro", afirmou o advogado.
O G1 entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar Ambiental que confirmou que Djavan está solto e trabalhando internamente no pelotão do Dourados, por determinação da Justiça.
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Julio Cerveira foi morto dentro de sala de cinema em Dourados — Foto: TV Morena/Reprodução
O policial e o bioquímico estavam com seus filhos para assistir a um filme infantil quando começaram a discutir por causa da poltrona que faziam uso. Eles brigaram e então houve o disparo que atingiu Júlio no tórax e o matou na hora. A sala de cinema estava cheia. Oitenta e cinco ingressos tinham sido vendidos.
A arma usada pelo policial era uma pistola ponto 40, sem registro, que o militar alegou à Polícia Civil que "usava-a de vez em quando".
"Ele alega que [a pistola] era de seu pai, da reserva do Corpo de Bombeiros, que faleceu há 2 anos e ele ficou com a arma. Em razão da arma ser leve, portátil, usava-a de vez em quando, já que a arma disponibilizada pela PM [uma Imbel MD7] é extremamente pesada", diz o depoimento tomado pelo delegado Rodolfo Daltro.
Câmeras de segurança do cinema registraram a briga. As imagens mostram o desentendimento entre o policial e a vítima até o momento em que se dirigem à porta do cinema, onde entraram em luta corporal seguida pelo disparo, mas não havia câmeras neste ponto do cinema.
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