
A CPI aberta para investigar eventuais irregularidades na concessão de benefícios para JBS, não se surpreendeu com as prisões dos executivos Joesley Bastista e Ricardo Saud, após encontrar diversas irregularidades durante a apuração. A preocupação dos parlamentares é sobre como vão ficar os quase 6 mil empregos gerados pela empresa, no Mato Grosso do Sul.
"Desde que começamos os trabalhos encontramos notas frias e até repetidas entregues para comprovar investimentos e ter acesso a benefícios fiscais, mostrando o desvio de conduta e caráter dos donos da JBS, agora foi escancarado a forma como eles faziam", disse o presidente da CPI, o deputado Paulo Corrêa (PR).

CPI da JBS já encontrou irregularidades da empresa nas unidades do Estado (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)
O parlamentar ressalta que as novas denúncias e prisões dos executivos mostra que a CPI "está no caminho certo", mostrando que aqui em Mato Grosso do Sul, eles também praticavam "picaretagem" e "contravenção". A CPI vai continuar com os trabalhos normalmente, cumprindo as agendas de reuniões e inspeções em unidades que já estão agendadas.
A preocupação dos integrantes, segundo Paulo Corrêa, são com os empregos gerados em oito unidades da empresa no Estado. "Talvez precise de uma readequação da empresa ou até venda do controle para outro grupo, algo parecido feito na Eldorado, o nosso esforço precisa ser por segurar e garantir os empregos".
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, que foram cedidos para CPI, a empresa teria no final de julho deste ano, 5.897 funcionários na oito unidades do Estado, sendo que apenas em Campo Grande, seriam 2.772 (duas unidades). Em Naviraí (999), Coxim (10), Nova Andradina (598), Ponta Porã (319), Anastácio (594) e Cassilândia (603).
Corrêa citou sobre este assunto, pode haver inclusive a participação do poder público, pensando nos trabalhadores que prestam bom serviço nas unidades (JBS), e podem ser prejudicados por irregularidades cometidas pelos donos da empresa. "Será um assunto que teremos que entrar em pauta".
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Carnes de Campo Grande, Mauro Silva Gotardo, disse que até o momento não houve qualquer comunicado ou previsão de demissões nas unidades da Capital, e que o corte de 250 trabalhadores meses atrás, já foram repostos pela empresa.
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