
Douglas Amorim Lopes, de 36 anos, foi assassinado a tiros na manhã deste sábado (19.set), na Rua 29 de Julho, Bairro Jatobá, em Sidrolândia. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionado, mas, quando a equipe chegou ao local, Douglas já estava sem vida.
Conforme informações preliminares, o crime pode estar relacionado ao envolvimento da vítima com facção criminosa. Douglas tinha histórico de passagens pela polícia por crimes como desobediência, tráfico de drogas, resistência, receptação, porte ilegal de arma de fogo e ameaça, entre outras ocorrências.
A Polícia Militar foi acionada e isolou a área para o trabalho da perícia científica. Ainda não há informações sobre quantos disparos atingiram Douglas. O autor do crime fugiu do local e, até o momento, não foi localizado.
O assassinato ocorre em meio a uma sequência de mortes violentas registradas em Sidrolândia nas últimas semanas. Parte dos casos é investigada sob a possibilidade de relação com disputas envolvendo integrantes de facções criminosas, mas a eventual ligação entre os homicídios ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades.
Douglas Amorim Lopes, de 36 anos, em uma das passagens pela polícia (Foto: Reprodução)
No dia 11 deste mês, Leomar Nunes foi morto a tiros durante a madrugada, também no Bairro Jatobá. Segundo a ocorrência, 2 homens chegaram ao local em uma motocicleta, arremessaram artefatos semelhantes a coquetéis-molotov contra uma residência e efetuaram diversos disparos. O Corpo de Bombeiros chegou a socorrer Leomar, mas ele morreu posteriormente no hospital.
O caso ocorreu poucas horas depois do assassinato de um adolescente de 17 anos, que foi baleado enquanto estava sentado com amigos em frente à residência onde morava. Segundo o boletim de ocorrência, dois homens chegaram de bicicleta e efetuaram os disparos. Testemunhas apontaram um possível suspeito, mas o segundo envolvido não havia sido identificado.
Ainda em agosto, um grupo formado por sete homens invadiu uma residência no Bairro Residencial Cascatinha Dois e matou Cleiderson Chaves da Rocha, de 22 anos. Os suspeitos teriam rendido uma mulher que estava na casa e subido até o segundo andar, onde efetuaram os disparos contra a vítima. Na época, o caso foi registrado como execução e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
No mesmo dia, Alessandro dos Santos, conhecido como “Costela”, também morreu após ser atingido por seis disparos em frente a uma borracharia. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil investigou se havia relação entre os homicídios registrados naquele período.
Por Clara Farias
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