Terça-Feira, 03 de Novembro de 2026

DATA: 18/09/2026 | FONTE: campograndenews Operação Modo Avião usa tecnologia para caçar celulares em presídios de MS Equipamento detecta sinais em até 100 metros e direciona revistas em oito unidades prisionais em setembro

Tecnologia capaz de detectar sinais de celulares em um raio de até 100 metros passou a reforçar o combate à comunicação irregular dentro das unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. A ferramenta é utilizada na Operação Modo Avião, que, em setembro, chegou a oito estabelecimentos penitenciários do Estado.

A partir da identificação de sinais de telefonia móvel, as equipes conseguem apontar áreas com possível presença de aparelhos celulares e definir os locais que devem receber buscas, revistas e outras medidas de controle.

A operação é coordenada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), em conjunto com a DIPEN (Diretoria de Inteligência Penal) e a CGCINP/DIPEN/SENAPPEN (Coordenação-Geral de Contrainteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais).

A tecnologia integra uma estratégia permanente de prevenção e fiscalização dentro dos presídios. Além da identificação de sinais de telefonia, a Polícia Penal realiza operações de pente-fino, com inspeções em celas, galerias e áreas de segurança.

Somente em 2026, 67 grandes operações de vistoria já foram realizadas nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. Paralelamente, as equipes mantêm inspeções pontuais e periódicas nos diferentes estabelecimentos, conforme informações levantadas pelos setores operacional e de inteligência.

Os procedimentos visam localizar materiais proibidos, identificar vulnerabilidades e ampliar os mecanismos de controle. Com o uso do equipamento, os agentes conseguem mapear pontos considerados prioritários e direcionar as equipes para as áreas onde há indícios de utilização de aparelhos de comunicação.

A atuação conjunta entre a Agepen e a Senappen foi ampliada ao longo deste ano. Em março, a Operação Modo Avião passou por quatro unidades prisionais. Em junho, foram duas unidades. Já na etapa realizada em setembro, a ação alcançou oito estabelecimentos.

A combinação entre inteligência, tecnologia e atuação operacional permite adaptar as ações às características de cada unidade, direcionando os esforços para prevenção e resposta a possíveis irregularidades no ambiente prisional.

Estratégia permanente - Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia e inteligência faz parte de uma estratégia contínua para fortalecer a segurança nas unidades.

Segundo ele, a identificação de vulnerabilidades permite direcionar as equipes e reforçar revistas e demais procedimentos de fiscalização.

Rodrigo também afirma que o trabalho busca impedir que os estabelecimentos prisionais sejam utilizados para comunicação e articulação de atividades criminosas. A estratégia, conforme o dirigente, reúne inteligência, tecnologia e ações de controle realizadas de maneira permanente.

A atuação contínua também permite à Polícia Penal antecipar riscos, identificar pontos vulneráveis e aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, mantendo medidas de prevenção e enfrentamento às atividades ilícitas dentro do sistema prisional.

 

Por Bruna Marques

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