Terça-Feira, 03 de Novembro de 2026

DATA: 17/09/2026 | FONTE: campograndenews Morre policial da reserva ferido a tiros por oficial em cela do 4º Batalhão Resoaldo Gomes dos Santos estava internado no Hospital de Ponta Porã e foi a óbito nesta manhã

Morreu na manhã desta quinta-feira (17.set) o policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, ferido com 2 tiros dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar em Ponta Porã, onde estava preso. O caso ocorreu na madrugada de ontem e o autor dos tiros, o tenente PM Carlos Eduardo da Silva Filho, foi preso em flagrante.

Atingido no rosto e no abdômen, Resoaldo foi socorrido ao Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito por volta de 6h20 de hoje. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal).

A Polícia Militar não divulgou detalhes do crime ocorrido nas dependências do batalhão. Não há informações sobre a possível motivação do assassinato e nem sobre a arma usada pelo oficial. O homicídio é investigado pela Corregedoria-Geral através de um IPM (Inquérito Policial Militar).

Conforme apurado, na segunda-feira (14), Resoaldo tinha começado a cumprir uma detenção de 10 dias no alojamento do 4º Batalhão. Por volta de 1h30 de ontem, o tenente foi até o local para “fiscalizá-lo”.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, não havia necessidade de uma fiscalização naquele horário, já que o militar cumpria regularmente a detenção e não tinha histórico de problemas disciplinares com companheiros ou superiores.

Resoaldo havia sido preso desde 1º de novembro de 2025 após ser flagrado com um fuzil calibre 5,56 em seu carro. Ele resistiu à abordagem, tentou evitar a prisão e fugiu a pé com a arma, mas foi preso em sua casa, em Ponta Porã.

Segundo o registro policial, o PM chegou a apontar o fuzil na direção dos colegas de farda. O imóvel foi cercado e ele se entregou. Durante as buscas, além do fuzil, foram apreendidos dois carregadores e uma pistola Taurus. A arma longa foi encontrada no quintal de um vizinho.

O episódio resultou em uma ação penal por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio, ameaça, coação e direção perigosa. A audiência de instrução, para declarações do acusado e depoimento de testemunhas de acusação e de defesa, estava agendada para 20 de maio de 2027.

Resoaldo entrou para a reserva da Polícia Militar após ser ferido a tiros durante uma abordagem a 2 suspeitos de assalto no Centro de Ponta Porã, em 7 de novembro de 2015. Além do tiro, ele foi golpeado com coronhadas na cabeça e os autores levaram sua arma.

Já o tenente Carlos Eduardo chegou a Ponta Porã há cerca de um mês. Conforme relatos obtidos, antes ele havia passado por unidades de Amambai, Mundo Novo e Eldorado.

Após os disparos, a Polícia Civil foi acionada e uma equipe de perícia esteve no batalhão. Carlos Eduardo permaneceu em silêncio durante o depoimento e foi autuado em flagrante por crime militar.

A Polícia Militar informou que o tenente foi preso em flagrante no próprio local do crime, teve seu armamento apreendido para perícia e será encaminhado para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.

 

Por Helio de Freitas, de Dourados

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