
A família de Henrique Gabriel de Lima Ortiz, de 5 anos, mobiliza doadores de medula óssea para localizar pessoas compatíveis com a criança. Conforme Edicleia Almeida, mãe do menino, o pequeno precisa de um transplante urgente para tratar um tumor maligno entre a coluna e o quadril.
Morador de Naviraí, Henrique foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda aos 4 anos. Para tratar a doença, a criança realizou seis meses de tratamento no Cetohi (Centro de Tratamento Onco-Hematológico Infantil) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), na Capital.
A mãe explica que a doença regrediu e o acompanhamento médico seguiu mensalmente; contudo, em junho deste ano, o menino voltou a sentir fortes dores na perna esquerda. Com os sintomas, o menino deixou de andar, por não conseguir mais esticar a perna.
“Ele só chorava, dia e noite, de tanta dor, até que viemos para Campo Grande atrás de mais respostas. Fizeram vários exames e não achavam qual era o problema que ele tinha, até que fizeram ressonância nele e descobriram um tumor maligno entre a coluna e o quadril do tamanho de 8,2 cm. Depois de 22 dias com ele internado, descobriram o que era”, relata.
Desde então, Henrique retomou as sessões de quimioterapia intensiva para tentar diminuir o tumor e realizar o transplante de medula. “Perdi o chão novamente. Já tem um mês que estamos internados fazendo quimioterapia e agora ele vai precisar de um transplante de medula óssea. Todos nós sabemos que é uma corrida contra o tempo”, conclui Edicleia.
A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, conhecido por tutano. Ela produz os hemocomponentes do sangue: as hemácias, leucócitos e plaquetas.
Pessoas entre 18 e 35 anos, que estejam com boa saúde, podem ser doadores. Conforme o Hemosul, o processo inclui a retirada de 5ml de sangue, como em um exame de laboratório, e o cadastramento do doador no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) do INCA (Instituto Nacional do Câncer).
Assim, os dados genéticos são cruzados com os de pacientes que precisam da medula. Caso haja compatibilidade genética, a doação pode ocorrer, contudo, a chance para ter compatibilidade no Brasil é de uma em cem mil e com alguém de outro país de uma em um milhão.
Caso o doador seja compatível, ele será avisado e passará por exames para constatar que está em boas condições de saúde. O procedimento dura aproximadamente 90 minutos e aplica-se uma anestesia para que o processo seja sem dor. A parte da medula retirada do doador se recupera sozinha em no máximo quinze dias.
A medida é a única esperança de cura para milhares de portadores de leucemia e algumas outras doenças do sangue, como Henrique. Por isso, é importante que pessoas se cadastrem como doadoras.
Por Heloisa Duim
16/04/2026
‘Amo trabalhar’: Em Naviraí, cadeirante com paralisia cerebral diz ser muito feliz por vender trufas na rua
02/04/2026
Com meta de ampliar alcance, Seu Abraço Aquece; já iniciou arrecadações
17/10/2025
PRF no Mato Grosso do Sul inicia Campanha Polícias Contra o Câncer Infantil 2025
19/06/2025
Ao investigar estupro e violência nas casas, policiais veem várias crianças sem comida e fazem campanha