Terça-Feira, 03 de Novembro de 2026

DATA: 18/06/2026 | FONTE: campograndenews Plano de Flávio Bolsonaro cita DOF como modelo para acabar com tráfico no Brasil Sistema integrado de operações de fronteira foi citado durante apresentação do "Brasil sem Medo"

O pré-candidato presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou nesta quinta-feira (18) plano de segurança pública "Brasil sem Medo" e colocou o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) de Mato Grosso do Sul como um dos principais exemplos para acabar com o tráfico em nível nacional.

O programa propõe a criação de um Sistema Nacional de Fronteira baseado na integração entre Forças Armadas, Polícia Federal e polícias estaduais. O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), coautor do plano, mencionou o DOF como sendo esse modelo a ser seguido.

"Na negligência do governo federal, os estados criaram departamentos especializados. O DOF, o Departamento de Operações de Fronteira de Mato Grosso do Sul, faz um grande trabalho", afirmou Derrite, que será candidato a senador, durante o evento realizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo (SP). O ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) também citou o BPFron (Batalhão de Fronteira do Paraná) como referência a ser integrada ao sistema nacional.

O senador Sérgio Moro (PL-PR), governador do Paraná e terceiro integrante da mesa, reforçou o argumento com base na própria experiência como ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro. "No governo do presidente Bolsonaro, eu criei o sistema integrado de operações de fronteira, colocando a Polícia Federal, polícias estaduais de vários estados e a Receita Federal trabalhando juntos, com compartilhamento de dados. Estava funcionando muito bem. Neste governo, foi paralisado", alegou Moro.

A fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia é considerada uma das principais rotas de entrada de cocaína e maconha que abastecem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e outras facções. Flávio Bolsonaro disse que o estado de calamidade nas divisas nacionais é resultado direto do que chamou de "liberou-geral do Lula e do PT": hoje, segundo o pré-candidato, há um policial para cada 100 quilômetros de fronteira seca.

Deputado federal Guilherme Derrite, Flavio Bolsonaro e Sérgio Moro durante apresentação (Foto: Guilherme Correia)

O plano prevê tropas de elite do Exército, Marinha e Força Aérea equipadas com armas de guerra, inteligência e batalhões de drones para fechar as fronteiras por terra, ar e pelos rios. Derrite também defendeu a asfixia financeira do tráfico, citando o uso da Lei Antifacção, da qual foi relator na Câmara, para o perdimento de bens e fechamento de CNPJs usados na lavagem de dinheiro do crime organizado.

Flávio apresentou durante a manhã o plano que contém 12 medidas para combater o crime organizado em território brasileiro, incluindo várias menções a gestão de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, regime que tem sido criticado por especialistas em segurança pública sob alegação de autoritarismo, prisão de inocentes, tortura, dentre outros desvios. O pré-candidato inclusive tem repetido várias vezes que aprovou a determinação por parte do governo dos Estados Unidos de reconhecer as facções brasileiras como sendo terroristas; o que foi criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Por Guilherme Correia, de São Paulo

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