
A leitoa que bateu recorde na Granja São Sebastião, em Itaporã (MS), ao dar à luz 33 leitões, tinha apenas 4 meses. No primeiro parto, a fêmea teve 29 filhotes vivos e quatro que nasceram mortos. O número é o maior já registrado na propriedade. Até então, o recorde da granja era de 24 leitões em uma única parição.
Em entrevista ao g1, o proprietário da granja, Rafael Vieceli, contou que o parto durou cinco horas, começando às 10h e terminando às 15h.
Durante o nascimento dos filhotes, a equipe acompanhou todo o processo. Os leitões receberam os primeiros cuidados logo após o parto, incluindo a ingestão de colostro e a secagem, com atendimento individual.
"Dos 29 que nasceram vivos, foram mantidos 16 leitões na fêmea, que era a capacidade que ela tinha de amamentar eles, e os outros foram transferidos para uma mãe de leite ao lado, que adotou os filhotes. Todos estão bem e saudáveis, estão grandes", relata.
A expectativa agora é acompanhar os próximos partos da leitoa. Segundo Rafael, é comum que o número de filhotes aumente nas gestações seguintes.
O produtor afirma que nunca viu um caso semelhante envolvendo uma fêmea de primeiro parto.
"Dos maiores partos de fêmea registrados no mundo até hoje, que são casos de 43, 37 leitões, eram fêmeas de segundo, terceiro e quarto parto. Não tem nenhuma confirmação de fêmea de primeiro parto com 33 leitões", relata.
Para o proprietário, o resultado pode estar ligado ao manejo adotado na granja, que é climatizada e utiliza alimentação balanceada e práticas voltadas à criação dos animais.
"Os animais não sofrem a influência da temperatura externa, a ração é equilibrada e todos os manejos usados dentro da granja são aprovados, com estudo comprovado. Tudo isso contribui para a produtividade e o bem-estar do animal", explica.
Depois do parto que bateu o recorde da granja, a leitoa passou a ser acompanhada mais de perto pela equipe. "Os leitões seguem o fluxo normal da granja, e a fêmea retorna para uma nova cobertura. A gente vai ficar bem de olho nela, porque agora ela merece um tratamento ainda melhor do que as outras, um tratamento especial", finaliza.
Por Nadine Lopes, g1 MS
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