Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

DATA: 09/06/2026 | FONTE: campograndenews Ministério dos Transportes aprova plano para nova concessão da Malha Oeste Ferrovia deverá receber R$ 3,6 bilhões e poderá incorporar ramal até Aparecida do Taboado

O Ministério dos Transportes aprovou o plano de outorga para uma nova concessão da Malha Oeste, a ferrovia que conecta Corumbá (MS) a Mairinque (SP) e forma um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção agropecuária e industrial de Mato Grosso do Sul.

A modelagem prevê o aporte de R$ 3,6 bilhões para a recuperação e retomada operacional de parte da malha. Os repasses deverão ocorrer de forma escalonada, com desembolsos anuais de até R$ 500 milhões.

O plano, conforme portaria publicada nesta terça-feira (09.jun) no Diário Oficial da União, prevê que, além do tronco principal da ferrovia, a concessão inclua a operação dos ramais que ligam Corumbá (MS) a Ladário (MS), Agente Inocêncio a Porto Esperança (MS) e Ponta Porã a Campo Grande (MS), bem como a futura incorporação do ramal que ligará Três Lagoas a Aparecida do Taboado, no leste do Estado, além do Ferroanel Norte, em São Paulo.

A reportagem já solicitou ao ministério o detalhamento do plano, incluindo informações como a extensão exata da malha a ser concedida. Esses dados deverão ser divulgados ainda nesta terça-feira.

Durante o lançamento do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência, em fevereiro, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, já haviam reafirmado a expectativa de realização do leilão em novembro. Na ocasião, ambos destacaram a revitalização da Malha Oeste como uma das principais iniciativas logísticas para Mato Grosso do Sul.

Atualmente, a ferrovia permanece sob concessão da Rumo, mas opera de forma limitada. Grande parte da malha está desativada ou sem condições adequadas de tráfego, resultado de décadas de investimentos insuficientes e da deterioração da infraestrutura.

A expectativa do governo federal é que a nova concessão permita recuperar a capacidade operacional da ferrovia, ampliar o transporte de cargas e fortalecer corredores estratégicos para setores como mineração, combustíveis e, principalmente, a cadeia da celulose, que vive forte expansão em Mato Grosso do Sul.

 

Por Anderson Viegas

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