
O HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão), em Campo Grande, terá o 7º andar como unidade destinada ao tratamento de crianças com câncer. O projeto conta com o apoio direto de 35 famílias ligadas ao agronegócio, que formalizaram a doação de R$ 1,75 milhão para a conclusão da obra.
A solenidade de lançamento ocorreu na manhã desta segunda-feira (08.jun), reunindo representantes do hospital, autoridades e produtores rurais.
Com a conclusão do novo pavimento, previsto para ocorrer entre agosto e novembro, a instituição passará a oferecer atendimento especializado em oncopediatria. Atualmente, o único hospital que oferece tratamento para crianças é o Hospital Regional Rosa Pedrossian.
A presidente do hospital, Sueli Lopes, destacou a importância do projeto para Mato Grosso do Sul.
Presidente do hospital, Sueli Lopes, fazendo seu discurso (Foto: Geniffer Valeriano)
“É um andar que vai ser todo preparado para receber crianças. Esse é um andar lindo, mas o mais importante é ter o olhar para uma oncopediatria, que é necessário para o estado de Mato Grosso do Sul”, pontuou. Segundo ela, a iniciativa fortalece o hospital como referência em oncologia.
Representando o grupo de doadores, Pérsio Ailton Tosi ressaltou o impacto da iniciativa. “As pessoas não têm ideia do que pode ser uma criança com câncer. A grande iniciativa foi trazer produtores para dentro do hospital, trazer o agro para colaborar com a manutenção do hospital. Nós já entregamos o quinto andar, foi investido R$ 1.250.000 entre 25 produtores. Agora, nós trouxemos mais 35 produtores para entregar um andar pronto”, destacou.
O deputado estadual Lídio Lopes e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, também doaram parte do valor.
Equipe vistiou a obra do 7° andar no Hospital do Câncer (Foto: Geniffer Valeriano)
De acordo com Lídio, 73% da oncologia de Mato Grosso do Sul é atendida no hospital de Barretos.
“Por mais que as pessoas vão para Barretos, a gente sabe a dificuldade que é ter uma vaga, conseguir um espaço para ser atendido em Barretos. Parabéns a vocês por terem esse sentimento de poder construir, de poder fazer melhor e ver esse hospital por completo sendo atendido e atendendo essa demanda que existe em Mato Grosso do Sul”, destacou.
O deputado também comentou que está tentando mobilizar os parlamentares para usar a emenda mínima, que é R$ 50 mil.
Para o secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Luiz, a ampliação do hospital terá impacto direto na qualidade do atendimento. “Com o fortalecimento desse serviço, os pacientes não precisarão mais buscar tratamento em outros estados, como São Paulo e Paraná. Isso também ajuda a reduzir filas e garante maior cumprimento da lei dos 60 dias, que estabelece o prazo máximo entre diagnóstico e início do tratamento oncológico”, destacou.
O 7º andar não será destinado à internação convencional, mas contará com uma estrutura moderna e especializada, incluindo cinco leitos de UTI voltados para transplante de medula óssea, consultórios, dez leitos de crioterapia, além de espaços como brinquedoteca, sala de nutrição e sala de aula.
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