
A Federação Nacional dos Policiais Penais Federais aprovou, por unanimidade, a deflagração de greve em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, a decisão foi tomada na última quarta-feira (1º), durante assembleia geral extraordinária. Em Campo Grande, foi definida a paralisação dos setores não essenciais, além da redução de 50% nas atividades consideradas essenciais.
Acesso à Penitenciária Federal de Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)
A mobilização ocorre diante da ausência de medidas do Governo Federal sobre a criação do Funcoc (Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), apontado pela categoria como necessário para investimentos em estrutura, capacitação e valorização profissional.
A situação se intensificou após a exclusão inicial da Polícia Penal Federal das discussões sobre o fundo. Ainda nesta quarta-feira, representantes da federação participaram de reunião no Ministério da Justiça, que terminou sem encaminhamentos. A categoria avalia a possibilidade de paralisação nacional a partir de segunda-feira (06.abr), caso não haja avanço nas negociações.
“O governo só abriu diálogo após pressão intensa, mas segue sem solução. Não aceitaremos tratamento desigual. O estado de greve é um recado claro: ou há ação imediata, ou o sistema pode parar”, afirmou o presidente do sindicato em Mato Grosso do Sul, Renan Fonseca.
Durante a mobilização, os policiais penais federais também relataram dificuldades na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde estão custodiados presos de alta periculosidade, como Marcinho VP e Rogério Andrade.
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