
Maurício Mateus da Silva, de 21 anos, acusado de matar a própria tia, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, afirmou que chegou a preparar comida para a vítima antes do crime, em Selvíria, a cerca de 400 quilômetros de Campo Grande. O relato faz parte da versão apresentada pelo advogado Elton Vinicius Barboza Santiago, que detalhou a dinâmica do feminicídio registrado na segunda-feira (23.mar).
Segundo a defesa, a mulher passou o domingo consumindo bebida alcoólica e retornou para casa em estado de embriaguez. Durante a madrugada, o sobrinho, que é usuário de drogas, a encontrou nas proximidades da residência e a ajudou a entrar no imóvel.
Ainda conforme o relato, os dois continuaram ingerindo bebida alcoólica dentro da casa. Em determinado momento, Maurício afirmou ter preparado um macarrão para a vítima enquanto ela foi para o quarto. Ao retornar, Fátima passou a estranhar a presença do sobrinho na residência. A partir daí, teria se iniciado uma discussão. O advogado relata que houve luta dentro do imóvel.
Sangue da vítima nos dedos do autor (Foto: Direto das Ruas)
O suspeito sustenta que agiu em legítima defesa durante o embate. Segundo a narrativa, a vítima teria pegado uma faca e avançado contra ele, momento em que ele utilizou objetos que estavam no local para se defender. A briga evoluiu e terminou com a morte da mulher dentro da residência.
Após o ocorrido, Maurício teria saído da casa, procurado o filho de Fátima para relatar o fato e, em seguida, ido até um posto de combustível, onde tentou se limpar. Ele acabou localizado e preso pela Polícia Militar pouco tempo depois.
O advogado ressaltou que a versão apresentada é baseada no relato do suspeito e ainda será apurada no decorrer da investigação. Ele também destacou que será analisado se houve excesso na ação e quais circunstâncias envolveram o caso.
Maurício Mateus da Silva passou por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (24) e teve a prisão preventiva decretada. Fátima Aparecida da Silva é a oitava vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Selvíria.
Por Clara Farias
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