Terça-Feira, 03 de Novembro de 2026

DATA: 10/03/2026 | FONTE: campograndenews Homem confessa que usou desodorante e isqueiro para incendiar casa e matar ex em Paranhos Crime ocorreu na aldeia Tekoha Paraguassu, e vítima morreu carbonizada dentro da residência em construção

O ex-companheiro de Ereni Benites, de 44 anos, Juares Fernandes, de 52 anos, confessou à polícia que usou um desodorante aerossol e um isqueiro para atear fogo na casa onde ela estava e provocar sua morte. O caso ocorreu na madrugada de domingo (8), na aldeia Tekoha Paraguassu, em Paranhos.

Ereni foi encontrada morta e carbonizada dentro de uma casa de madeira que estava em fase de construção. Conforme apurado, a vítima ainda estava viva quando o imóvel começou a ser consumido pelas chamas.

De acordo com a Polícia Civil, durante a investigação, diversos depoimentos foram colhidos e indícios passaram a apontar para a possível participação do ex-companheiro da vítima.

As informações levantadas permitiram a reconstrução preliminar da dinâmica dos fatos. Conforme a apuração, Ereni havia deixado o local onde estava ingerindo bebidas alcoólicas e se deslocado até sua residência para dormir momentos antes do início do incêndio.

Diante das provas reunidas e das contradições apresentadas durante os depoimentos, o suspeito foi novamente interrogado. Confrontado com os elementos já obtidos e sem conseguir sustentar outra versão dos fatos, ele acabou confessando o crime.

No depoimento, ele afirmou que provocou o incêndio na residência usando um desodorante aerossol e um isqueiro. Segundo o próprio relato, as chamas se espalharam rapidamente. Após a confissão, policiais civis fizeram novas diligências e localizaram, nas proximidades do local do crime, os dois objetos utilizados para iniciar o fogo.

O delegado responsável pelo caso, Sidney Pinheiro de Queiroz, representou pela prisão preventiva do autor, com parecer favorável do Ministério Público. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

Ereni Benites é a sétima vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.

Desodorante aerossol e isqueiro apreendidos pela perícia (Foto: Direto das Ruas)

Entenda o caso - Segundo o delegado, o suspeito também se ausentou do local justamente no período em que o incêndio aconteceu.

“Ele revelou aos filhos que estava se sentindo rejeitado, desamparado. Que ninguém gostava dele. No momento em que teve o incêndio ele se ausentou, e esse tempo coincide com a ausência dele”, afirmou Sidney Pinheiro de Queiroz.

De acordo com a investigação, o casal estava separado há cerca de quatro anos. Mesmo assim, o suspeito continuava frequentando a casa da vítima e insistia em reatar o relacionamento.

“Ele ia diversas vezes na casa dela, ela se sentia incomodada, mas nunca havia registrado boletim de ocorrência”, disse o delegado.

Ereni já estava em outro relacionamento e, conforme a polícia, o ex-companheiro demonstrava ciúmes.

Corpo completamente carbonizado após incêndio em casa. (Foto: Divulgação)

A casa onde a vítima foi encontrada era de madeira e estava sendo construída por ela. Próximo ao local há outro imóvel onde moram vários familiares.

Segundo o delegado, o suspeito estava na residência desde cedo no dia do crime. Apesar de morar com a mãe em outro endereço, ele frequentava o local com frequência sob a justificativa de visitar os filhos.

O capitão da aldeia chegou a aconselhar o homem a deixar a vítima em paz. “Ele ficou fora alguns meses, trabalhando em algumas fazendas. No dia dos fatos houve esse encontro de todos nessa casa”, explicou o delegado.

Na noite do crime, Ereni estava inicialmente na casa onde os familiares estavam reunidos, junto com o suspeito. Em determinado momento, ela saiu com outras mulheres e foi até o imóvel que estava construindo.

Mais tarde, voltou rapidamente à casa onde estavam os parentes para buscar um tomate. Nesse momento estavam no local o suspeito, um dos filhos do casal e outro familiar.

Após pegar o alimento, ela retornou à casa em construção para dormir. Testemunhas afirmaram que o ex-companheiro foi atrás dela. Pouco tempo depois, o incêndio começou.

“Então mais tarde teve esse incêndio. Durante diligências, no trajeto das duas casas tinha um isqueiro que foi apreendido”, relatou o delegado.

Testemunhas que perceberam o fogo afirmaram que o incêndio foi criminoso. Moradores chegaram a fazer buscas na região na tentativa de encontrar algum suspeito, mas ninguém foi localizado.

Na manhã de domingo, equipes da Polícia Civil e da perícia estiveram no local. À tarde, os investigadores retornaram para identificar testemunhas e reunir novas informações.

“Tivemos essas informações, as peças foram se juntando e vimos evidências apontando para ele como suspeito”, afirmou Sidney.

O corpo da vítima estava completamente carbonizado. Apenas exames necroscópicos poderão indicar se Ereni sofreu algum tipo de agressão antes de morrer.

O caso foi registrado inicialmente como incêndio com vítima fatal, mas depois foi reclassificado como feminicídio majorado pelo uso do fogo. Ereni e Juares tinham três filhos em comum.

 

Por Bruna Marques

Foragida de operação contra facção é presa com outras duas mulheres em Costa Rica 30/10/2026 Foragida de operação contra facção é presa com outras duas mulheres em Costa Rica
Polícia Civil prende em Naviraí homem de 68 anos pelo crime de estupro de vulnerável ocorrido no Paraná 30/10/2026 Polícia Civil prende em Naviraí homem de 68 anos pelo crime de estupro de vulnerável ocorrido no Paraná
Rezadeira de 90 anos tem casa incendiada pela segunda vez em Tacuru 30/10/2026 Rezadeira de 90 anos tem casa incendiada pela segunda vez em Tacuru
Polícia Civil divulga nomes de 4 foragidos de operação que mira guerra de facções 30/10/2026 Polícia Civil divulga nomes de 4 foragidos de operação que mira guerra de facções