Quarta-Feira, 04 de Março de 2026

DATA: 04/03/2026 | FONTE: campograndenews MDB de MS assina manifesto contra aliança com Lula e defende independência Documento é subscrito por ao menos 16 diretórios estaduais e foi encaminhado ao presidente nacional da sigla

O diretório do MDB em Mato Grosso do Sul formalizou, nesta terça-feira (03.mar), a adesão a um manifesto assinado por ao menos 16 diretórios estaduais do partido que defendem a independência da legenda na eleição presidencial. O documento foi encaminhado ao presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), e a entrega simbólica está prevista para ocorrer na sala da sigla na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A movimentação ocorre em meio a especulações sobre a possibilidade de o MDB ocupar a vaga de vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. No texto, os presidentes estaduais não mencionam diretamente o PT, mas afirmam acompanhar “o aumento de especulações quanto ao posicionamento do MDB frente à disputa pela Presidência da República”.

Em um dos trechos, o manifesto sustenta: “Defendemos a independência dos diretórios e do partido de modo geral na eleição presidencial, focando nossas ações prioritariamente nos processos eleitorais regionais e nas composições para as Casas Legislativas”.

Entre os signatários está o presidente do MDB em Mato Grosso do Sul, o ex-senador Waldemir Moka, que confirmou a adesão ao documento. Segundo ele, a posição do diretório sul-mato-grossense não representa surpresa interna nem configura veto pessoal a qualquer filiado.

Ex-senador Waldemir Moka deixou claro que posição mantém histórico do partido no Estado (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

“Realmente a nacional fez um documento e o pessoal está aderindo, aqui em Mato Grosso do Sul não é novidade, nunca apoiamos o PT então somos signatários do documento, e não tem nada a ver com a questão política da Simone, não é um veto pessoal nenhum às escolhas dela, estamos apenas reproduzindo uma posição histórica que o MDB sempre teve no estado. Temos até a informação que ela vai disputar por São Paulo, e nossa posição é no sentido de reproduzir uma posição histórica, não tem nada a ver com veto a ninguém”, declarou Moka.

A referência é à ex-senadora de Mato Grosso do Sul e atualmente ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiada histórica do MDB, que vem sendo mencionada em especulações como possível nome para compor chapa presidencial. De acordo com Moka, no entanto, o manifesto não tem relação com eventual candidatura da correligionária, mas reafirma uma postura histórica da legenda no Estado.

“Nem quando o Michel Temer era vice da Dilma fomos apoiadores do PT, aqui nunca teve condições de apoiar o PT, porque sempre fomos adversários políticos. Dentro do partido nacionalmente tem alguns estados favoráveis a essa aliança, mas aqui nunca fomos”, completou.

Além de Mato Grosso do Sul, assinam o manifesto dirigentes de outros Estados. Entre eles estão: Vilmar Zanchin (presidente do MDB no Rio Grande do Sul), Carlos Chiodini (presidente em Santa Catarina), Sérgio Souza (presidente no Paraná), Rodrigo Arenas (presidente em São Paulo), Washington Reis (presidente no Rio de Janeiro), Ricardo Ferraço (presidente no Espírito Santo), Janaína Riva (presidente em Mato Grosso), Daniel Vilela (presidente em Goiás) e Romero Jucá, entre outros.

No documento, os signatários afirmam ainda estar seguros de que representam a “ampla maioria do partido, entre diretórios e lideranças”. A carta defende que o MDB concentre esforços nas disputas regionais e na formação de bancadas nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional, deixando em aberto o posicionamento nacional na corrida ao Palácio do Planalto.

Com a adesão do diretório de Mato Grosso do Sul, o grupo contrário a uma aliança formal com o PT amplia a pressão interna por neutralidade na disputa presidencial, antecipando o debate sobre o papel do MDB na sucessão de 2026.

 

Por Jhefferson Gamarra

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