Quarta-Feira, 11 de Fevereiro de 2026

DATA: 11/02/2026 | FONTE: MPMS MPMS amplia Projeto “A Voz da Vítima” em Naviraí para fortalecer direitos e garantir escuta ativa de pessoas afetadas pelo crime Nova fase amplia atendimento, inclui vítimas de diferentes crimes e reforça rede de apoio institucional

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 12ª Promotoria de Justiça de Naviraí, iniciou em fevereiro de 2026, a nova fase do Projeto “A Voz da Vítima”. A iniciativa, criada pela Promotora de Justiça Karina Ribeiro dos Santos Vedoatto, busca identificar e responder às necessidades das vítimas de crimes, garantindo acolhimento humanizado e reparação dos danos sofridos.

O projeto, que começou em 2023 com vítimas de crimes patrimoniais e, posteriormente, vítimas de crimes contra a pessoa, passa agora a abranger também as vítimas de crimes contra a dignidade sexual, contra o respeito aos mortos e contra a propriedade material. A metodologia inclui entrevistas presenciais e virtuais, formulários digitais, contato direto com vítimas selecionadas e interação com instituições parceiras.

Entre os desafios já identificados estão a falta de orientação sobre direitos, ausência de informações processuais, demora na devolução de bens e fragilidade no encaminhamento psicossocial. Para enfrentar essas questões, o MPMS articula parcerias com instituições como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), que poderá atuar em ações civis em favor das vítimas, além do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), Polícia Civil e Militar.

A nova etapa prevê ainda reuniões técnicas para aperfeiçoar fluxos de atendimento, coleta de dados e comunicação com ofendidos. Em uma das primeiras ações de 2026, foram identificadas 20 vítimas interessadas em contribuir com relatos e sugestões, que servirão de base para medidas práticas de proteção e reparação.

O projeto também contará com uma campanha de divulgação organizada pelo Departamento de Comunicação (Decom) do MPMS, com criação de logotipo, vídeos, conteúdos para redes sociais e distribuição de folders em escolas, universidades, unidades de saúde, delegacias e espaços comunitários.

Segundo a Promotora de Justiça, “priorizar a vítima é humanizar o Direito”. A expectativa é que o projeto se torne instrumento permanente de avaliação e implementação de políticas públicas voltadas à proteção das vítimas e ao combate à revitimização, assegurando que a Justiça alcance todos os envolvidos, especialmente aqueles que mais sofrem com o crime.


Por: Leticia Ferreira
Revisão: Anderson Barbosa


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