Quarta-Feira, 11 de Fevereiro de 2026

DATA: 11/02/2026 | FONTE: campograndenews Mineradora pagará R$ 53 milhões de compensação por expansão em Corumbá Dinheiro vai para o cofre do Governo como compensação ambiental pelo projeto de R$ 4 bi

A mineradora LHG Mining Corumbá S.A., ligada ao Grupo J&F, pagará R$ 53.206.386,71 em compensação ambiental pelo projeto de expansão da extração de minério em Corumbá, mais que dobrando a capacidade, com investimento de R$ 4.030.786.872,00. O valor a ser liberado corresponde a 1,320% do capital para o empreendimento, definido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) de acordo com o impacto ambiental estimado para o projeto.

A empresa entrou na mineração no Estado em 2022 como sucessora da MCR (Mineração Corumbaense Reunida) e apostou na expansão da atividade mineradora. O ferro e o manganês extraídos em Corumbá são considerados de alta qualidade, um dos melhores do mundo. Segundo classificou um executivo da própria empresa em debate sobre a importância da navegação no Rio Paraguai, a via fluvial dá suporte às atividades produtivas na região.

O plano da LHG, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, segundo descrito no EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) é elevar a extração de 12 milhões de toneladas por ano para 25 milhões de toneladas por ano. A atividade é realizada a cerca de 58 km de Corumbá.

A ampliação da capacidade também inclui investimentos em logística de transporte, que hoje se resume a colocação do minério em caminhões em temporadas de baixa do nível do Rio Paraguai. Tanto que ontem o Governo do Estado reconheceu utilidade pública de 845,9775 hectares, localizados em 13 trechos de fazendas de Corumbá, para que a mineradora possa fazer a desapropriação. A área será utilizada para um TCLD (Transportador de Correia de Longa Distância) e um Terminal Ferroviário/Pátio de Produtos para o transporte do minério desde a mina.

O envio para a exportação inclui também a navegação. A empresa conseguiu um financiamento de R$ 3,7 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção de balsas e empurradores. O rio deverá ter maiores condições de navegabilidade após o leilão da Hidrovia Paraguai Paraná, cujo processo está tramitando nas instâncias federais e prevê monitoramento permanente, com possibilidade de dragagens e derrocamentos no tramo sul.

Conforme o extrato do termo de compromisso publicado no Diário Oficial, o valor deverá ser comprometido com a preservação do meio ambiente por meio de unidades de conservação.

 

 

Por Maristela Brunetto

 

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