
Um advogado de 55 anos foi preso após entregar um celular que não era de seu uso e por atrapalhar as investigações da Operação Snow, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o bacharel está preso preventivamente desde o dia 9 deste mês.
O órgão informou à imprensa que o advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão para a entrega do dispositivo eletrônico. Na ocasião, ele apresentou resistência e questionou a legalidade da medida judicial. Advertido sobre as consequências do descumprimento da ordem, o investigado compareceu em fevereiro de 2024 para entregar o aparelho.
Após análise técnica do telefone, foi constatado que o celular não pertencia ao advogado, mas a um terceiro. O dispositivo estava sem chip telefônico e sem cartão de memória, além de não apresentar fotos, vídeos ou histórico de mensagens e navegação.
Os promotores do Gaeco avaliaram que o advogado adotou uma estratégia de dissipação de provas, com o objetivo de ocultar conversas que poderiam ligá-lo aos líderes da organização criminosa.
Ainda conforme o Ministério Público, o profissional exercia papel estratégico dentro do grupo criminoso, com atuação que ia além da prestação de serviços advocatícios. Os relatórios indicaram que o advogado realizava a blindagem jurídica dos integrantes e intermediava o pagamento de propina a policiais para a liberação de caminhões carregados com drogas.
Por Clara Farias
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