Quarta-Feira, 04 de Fevereiro de 2026

DATA: 07/10/2025 | FONTE: campograndenews Gás natural argentino chega ao Brasil e abre nova fase para MS Importação do insumo pode ajudar a recuperar a arrecadação de ICMS em Mato Grosso do Sul

O gás natural importado da Argentina chegou ao Brasil, pela primeira vez, na sexta-feira (03.out), marcando uma fase estratégica para Mato Grosso do Sul. O insumo é a conexão com a reserva de Vaca Muerta, uma das maiores formações de gás de xisto do mundo, localizada na região de Neuquén, no sudoeste argentino.

Estima-se que a reserva de Vaca Muerta abrigue cerca de 308 trilhões de pés cúbicos de gás tecnicamente recuperável.

Foram importados 100 mil metros cúbicos de gás natural, produzidos pela Posa (Petrobras Operaciones S.A.) e pela Pluspetrol. O contrato prevê que a estatal possa importar até 2,0 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, na modalidade interruptível.

Em maio deste ano, a MSGás (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul) recebeu a autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para importar até 150 mil metros cúbicos de gás natural por dia diretamente da Argentina e da Bolívia.

“Estamos confiantes de que essas parcerias fortalecerão a nossa capacidade de atender às demandas do mercado com segurança e eficiência. Temos grandes projetos para os próximos anos e, para tanto, precisamos garantir maior oferta de gás natural aos nossos futuros clientes”, disse, na época, a CEO da companhia, Cristiane Schimidt.

Segundo a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, o avanço é um marco para o mercado nacional.

"Essa primeira operação é um marco relevante para a Petrobras, possibilitada pela integração das infraestruturas e que permite a conexão da produção própria da Petrobras na Argentina, por meio de sua subsidiária Posa, com o mercado nacional”, pontuou.

Arrecadação – A crise no fornecimento boliviano tem impacto direto na arrecadação de Mato Grosso do Sul, mas com a importação da Argentina, o Estado vê uma alternativa para a economia.

Ponto de entrada do produto no país, MS fica com todo o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que já respondeu por 23% da arrecadação.

Segundo o governador Eduardo Riedel, com a falta de investimentos da Bolívia, a oferta despencou e o peso na receita estadual também. De cerca de 30 milhões de m³, o volume transportado não deve chegar a 10 milhões de m³ este ano.

 

Por Izabela Cavalcanti

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