
A ocupação da Fazenda Ipuitã, em Caarapó, segue de forma pacífica, segundo nota divulgada pela PM (Polícia Militar). Os guarani-kaiowá da Terra Indígena Guyraroká fecharam a porteira da propriedade no domingo (21), alegando tentar impedir pulverizações de agrotóxicos denunciadas desde 2019.
De acordo com a corporação, equipes foram acionadas após informações de que o caseiro da fazenda e sua esposa estariam sendo mantidos como reféns. Unidades do Batalhão de Choque foram enviadas ao local para intermediar a situação, e, após negociação, não houve necessidade de uso da força. O caseiro foi encaminhado à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados, para os procedimentos cabíveis.
Segurança da área - Segundo a PM, policiais permanecem no local e, até o momento, não há registro de confrontos ou prisões. O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) informou que a ação também envolve mulheres, crianças e idosos e tem como pauta a demarcação do território. A entidade afirma que as pulverizações de agrotóxicos próximas à comunidade vêm se intensificando, causando perdas na produção de alimentos e interrupções de aulas.
A Terra Indígena Guyraroká, declarada de posse tradicional dos guarani-kaiowá em 2009, abriga cerca de 90 pessoas em pouco mais de 50 hectares cercados por lavouras. A Polícia Militar reforçou que aguarda a presença da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) para intermediar as negociações.
Por Inara Silva
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