
Os quatro vigilantes que sobreviveram ao ataque de bandidos que explodiram um carro-forte, nesta manhã, na MS-156, que liga Amambai a Caarapó, já foram ouvidos pela Polícia Civil. Segundo o Seesvda (Sindicado dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância da Grande Dourados e Afins), o veículo transportador foi perseguido por 2 km com tiros de armas de calibre .50, enquanto os funcionários se defendiam com espingardas calibre 12.
As viaturas do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que apoiaram a ocorrência, já retornaram à base após orientação do subdiretor do DOF, o tenente coronel Gilberto. No local do crime, equipes coletaram informações de possíveis veículos utilizados na fuga e características dos suspeitos, que podem ter entrado em fazendas da região, antes de seguirem para o Paraguai.
Munições de fuzil .50 e também explosivos, foram encontrados pela polícia no local do crime. Depois do roubo, os bandidos fugiram por mais alguns quilômetros, trocaram de carro e atearam fogo em um Duster, que foi localizado na mesma estrada. Com as informações, sete equipes do DOF, com quatro servidores cada, continuam o policiamento na região fronteiriça, inclusive com bloqueios.
Segundo o presidente do Seesvda, Antonio Goes Ferreira, ataques, como o desta manhã, tem se tornado comum em todo o país. (Assista ao vídeo) Ele explica que grande questão é o baixo calibre do armamento usado pelos funcionários. “Nesta manhã, os vigilantes estavam quatro espingardas calibre .12 e quatro armas calibre .38. É uma briga das formigas contra o elefante. Existe uma luta nacional, não só do sindicato, e um projeto de lei que tenta permitir a troca das armas para fuzis 556 e pistola 380 ou .40.”, disse.
Outro roubo
No dia 30 de março, um roubo a um carro-forte, também da Brinks, supostamente liderado pelo brasileiro Mariano Tardelli, ocorreu na Bolívia. O crime ocorreu nos mesmos moldes, tendo em vista, a perseguição do veículo. O suspeito de ser o ‘chefe’ do bando, foi preso 11 dias depois do assalto e foi apontado pelo ministro do governo boliviano Carlos Romero como braço direito do PCC (Primeiro Comando da Capital).
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