
Um dos principais gerentes da máfia que domina o contrabando de cigarro paraguaio foi preso no início da tarde desta sexta-feira em território paraguaio. A prisão ocorreu em Salto de Guairá, cidade a 20 de Mundo Novo (MS), a 476 km de Campo Grande.
Fabiano Signori, o “Toro”, procurado pela Justiça brasileira depois de ser alvo da Operação Nepsis, em 2018, foi preso em operação da Polícia Nacional liderada pela promotora Alicia Sapriza, da força-tarefa contra o crime organizado na fronteira.
Ligado ao ex-policial militar sul-mato-grossense Fábio Costa, o “Pingo”, Fabiano Signori era o responsável em trazer o dinheiro da propina a policiais recrutados pelo esquema desvendado na operação da Polícia Federal e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), há dois anos.
“Toro” também tinha como missão vigiar a casa do inspetor-chefe da PRF em Dourados Waldir Brasil Junior e do policial rodoviário federal Charles Fruguli Moreira.
Os dois entraram na mira da quadrilha depois de seguidas apreensões de cargas de cigarro na fronteira. Em abril de 2017, a casa do inspetor foi metralhada. A quadrilha também planejava matar Charles e até sequestrar o filho dele como retaliação pelo fato de o policial ter “derrubado” pelo menos 30 carregamentos de cigarro paraguaio.
Em dezembro de 2018, o Campo Grande News mostrou em série de reportagens as escutas telefônicas feitas pela polícia e que levaram à prisão da quadrilha. “Toro” e “Pingo” não foram localizados e desde então são considerados foragidos. No ano passado, Pingo entrou para a lista dos mais procurados do País.
Antes de ter a prisão decretada pela Justiça Federal, Toro morava em Dourados. Ele era responsável em monitorar olheiros, motoristas dos caminhões de cigarro e batedores das cargas ilícitas.
Além de subordinado a “Pingo” nos negócios criminosos, Toro frequentava o ambiente familiar do ex-PM, dono de mansões em Pedro Juan Caballero e Salto Del Guairá, no Paraguai.
Vídeo divulgado pelo Campo Grande News em dezembro de 2018 mostrou Fabiano Signori em confraternização na casa de Pingo, em Salto del Guairá. As imagens mostravam também o policial militar douradense Joacir Ratier de Souza, outro preso na Operação Nepsis.

"Toro" (centro), Jonas Ratier (à esquerda) e "Pingo" em momento de lazer na casa do ex-PM (Foto: Reprodução)
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