
Autoridades e representantes de todas as áreas que envolvem o futebol paulista decidiram manter as atuais regras de segurança adotadas nos jogos para a sequência da temporada. Com isso, na prática, a proibição de bandeiras e sinalizadores, por exemplo, seguirá vigente, assim como a torcida única nos clássicos estaduais. O consenso ocorreu após um debate que contou também com a participação dos principais clubes de São Paulo.
O secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, avaliou que as medidas “evitaram que vidas fossem perdidas”, e foi apoiado pelo presidente do Tricolor Paulista, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. “Reuniões como essa nos dão a certeza de que, juntos, nós podemos construir ações edificantes para o futebol”, afirmou o mandatário.

Os quatro grandes clubes de São Paulo estiveram representados na reunião desta quarta
(Foto: Rodrigo Paneghine/SSP)
Também se fizeram presentes Maurício Galiotte (Palmeiras), Modesto Roma Júnior (Santos) e Reinaldo Carneiro Bastos (FPF), e o advogado Luiz Felipe Santoro (do Corinthians, representando o clube), entre outros.
“O intuito da Segurança Pública é que as partidas sejam um ‘show de vida’, não de morte. Nosso trabalho é preservar o bem maior do cidadão, sua vida e integridade física”, comentou o delegado Sérgio Luiz Ramos, titular da Delegacia Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).
“Somos especializados em policiamento de praças esportivas, mas as medidas auxiliam nosso trabalho”, disse o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, comandante do 2º Batalhão de Choque (BPChq). “Com essas regras, diminuímos o uso dos PMs usados no patrulhamento dos estádios de futebol”, resumiu.
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