
A Justiça concedeu liberdade provisória mediante fiança de R$ 10 mil ao suspeito de estelionato Alvino Ribeiro de Souza Junior, preso no dia 15 de março tentando descontar uma folha de cheque falsa no valor de R$ 4,2 milhões. O flagrante aconteceu em uma agência do Banco do Brasil em Glória de Dourados, a 265 quilômetros de Campo Grande.
Quando o suspeito foi até o banco, o gerente desconfiou do valor alto da lâmina e questionou a origem dela. O homem alegou que o montante havia sido recebido pela venda de uma propriedade rural.
Entretanto, o funcionário entrou em contato com a agência de Santo André (SP), onde havia sido emitido o cheque, e descobriu que Alvino já havia tentado trocá-lo em outra ocasião, tendo sido barrado.
A lâmina foi raspada com produtos químicos, tendo sido descoberta a fraude e levando à prisão do estelionatário.
Em sua decisão, a juíza Rosângela Alves de Lima Fávero entendeu que não havia motivos para mantê-lo preso, em primeiro lugar porque os crimes antecedentes foram cometidos há mais de 9 anos, em segundo lugar porque o próprio flagrante mostrou que a cautela dos funcionários do banco foi suficiente para impedi-lo de consumar o delito.
Contudo, caso Alvino pague a fiança, só poderá sair de casa durante o dia, devendo se recolher das 19h às 6h, além de comparecer mensalmente ao juízo para justificar ocupação lícita e endereço fixo.
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