
Os mandados contra o empresário Jamil Name e o filho dele Jamil Name Filho são de prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. Os dois já estão presos segundo o delegado Fabio Peró, titular do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros).
O chefe do Garras afirmou ainda que pai e filho foram presos no condomínio de luxo onde moram. Name, empresário conhecido da Capital, é apontado como chefe da milícia. Na casa dele e do filho, também são cumpridos mandados de busca.
Além do Garras, policiais do Batalhão de Choque e agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) estão nas ruas de Campo Grande para cumprir mandados na operação desencadeada após investigação sobre a formação de milícia. A operação tem “muitos outros alvos”, segundo Peró, que não deu mais detalhes.
Milícia - A investigação é consequência da prisão do guarda municipal Marcelo Rios no dia 19 de maio. Segundo a Garras, ele mantinha arsenal formado por dois fuzis AK-47, quatro calibre .556, uma espingarda calibre 12, 17 pistolas, um revólver e várias munições, além de silenciadores, lunetas e bloqueadores de sinal de tornozeleiras eletrônicas em uma casa na Rua José Luiz Pereira, no Jardim Monte Líbano.
Além de Rios, outros dois guardas municipais e um segurança do empresário foram denunciados pelo Gaeco por obstruir investigação e integrar grupo de extermínio responsável por três execuções em Campo Grande. O processo tramita em sigilo na 3º Vara Criminal de Campo Grande.
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