Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2026

DATA: 30/04/2019 | FONTE: G1 MS Mulher é condenada a pagar R$10 mil por postar foto de médicos em UPA de MS e dizer que 'ficam batendo papo'

"Por isso que as UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] não funcionam. Enquanto os pacientes padecem, os médicos ficam batendo papo”. A mensagem postada no Facebook em 6 de novembro de 2018 mostra a foto de um paciente acamado e dois médicos conversando na Unidade de Pronto Atendimento do Jardim Leblon em Campo Grande (MS). A autora da postagem chegou a marcar a página da Unidade de Saúde na publicação.


A mensagem postada no Facebook em 6 de novembro de 2018 mostra a foto de um paciente acamado e dois médicos conversando em uma UPA em Campo Grande  â?? Foto: Redes sociais/Reprodução

A mensagem postada no Facebook em 6 de novembro de 2018 mostra a foto de um paciente acamado e dois médicos conversando em uma UPA em Campo Grande — Foto: Redes sociais/Reprodução

 

No dia seguinte, um dos médicos passou a sofrer questionamentos sobre sua conduta. De acordo com o advogado do médico, David Amizo Frizzo, ele foi questionado por pacientes e colegas de trabalho: "Isso causou um grande constrangimento", declara. Cinco meses após a postagem, a Justiça de Mato Grosso do Sul condenou a mulher que fez a publicação a pagar uma indenização por danos morais ao médico no valor de R$10 mil.

Segundo o advogado, o médico estava em uma sala de observação e todos os pacientes já haviam sido atendidos. Ele trocava informações com uma colega de trabalho realocada há pouco tempo, momento em que um paciente que já tinha sido atendido tirou a foto e publicou com a ajuda da tia na rede social.

“Entramos com a ação não pelo caráter financeiro, mas buscamos um caráter pedagógico, para que a sociedade saiba que o médico também enfrenta dias estressantes, em condições de trabalho difíceis."

Ainda segundo o advogado, as redes sociais estimulam as denúncias, mas é preciso ter cuidado ao publicá-las. Ele afirma que o ideal é fazer a reclamação diretamente com a instituição ou a empresa responsável, evitando assim casos de difamação ou ofensas.

G1 tenta contato com a mulher e sua defesa. No processo, ela disse que a publicação dos médicos conversando foi feita pela sobrinha que já tinha procurado a UPA três vezes, com pedras na vesícula. A decisão é em primeira instância, portanto, ainda cabe recurso por parte da autora.

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