
A quadrilha alvo da Operação Aplique, que cumpriu mandado de busca em Campo Grande, enviava remessas de 30 a 40 kg de cocaína para o exterior com “mulas” que embarcavam, geralmente para Portugal, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Mandado foi cumprido em casa de condomínio na Rua Santana, em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami)
Sob o comando da Polícia Federal do estado vizinho, agentes da PF da Capital vasculharam casa em condomínio localizado na Rua Santana, no Jardim TV Morena, nesta manhã.
Na coletiva de imprensa em São Paulo (SP), os delegados Marcelo Ivo de Carvalho e Luiz Carlos Ratto Tempestini não deram detalhes sobre o alvo em Campo Grande.
A PF divulgou que dentre as “mulas” havia estrangeiros, incluindo um boliviano com condenação por tráfico na Bolívia, país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul.
Foram cumpridos no total mandados de busca e apreensão em endereços ligados a quadrilha e 1 de prisão, contra o líder da organização criminosa, que na verdade já está preso por tráfico desde outubro do ano passado. Agora, recai sobre ele, acusação de lavagem de dinheiro.
A operação foi batizada de “Aplique” porque depois que a quadrilha começou a ser monitorada, a investigação descobriu que o líder do bando usava salões de beleza da capital paulista para lavar o dinheiro que lucrava com o comércio de entorpecentes.
Apurou-se que a movimentação financeira em conta corrente deste grupo estruturalmente ordenado ultrapassou trinta milhões de reais, sendo que a Justiça Federal deferiu pleito da autoridade policial visando sequestro bancário dos valores disponíveis.
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