Segunda-Feira, 22 de Junho de 2026

DATA: 27/03/2019 | FONTE: G1 MS Sargento trabalha e luta contra câncer de mama com metástase há 2 anos: 'Não me entrego em situação nenhuma' Policial de MS passou por quatro médicos até conseguir o diagnóstico da doença. Ele iniciou o tratamento, porém não aceitou ficar afastado do trabalho.

A lesão, aparentemente, era de uma ferida, algo parecido com uma espinha. Não causava dor, mas, muito incômodo. Consultas e mais consultas, até o diagnóstico: câncer de mama. Pai de três filhos, Ricardo Fernando Nascimento Fonseca, de 35 anos, luta há 2 anos contra a metástase e, periodicamente, faz exames para controlar a doença. Ao mesmo tempo, ele não aceitou ficar em casa e continua atuando como 2° sargento no Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque), em Campo Grande.

"Eu passei por quatro médicos, até que o último deles resolveu fazer uma biópsia e descobriu o câncer de mama. A doença já é rara em homens e, quando isso acontece, geralmente é com pessoas acima dos 60. Houve depois a descoberta da metástase e foram encontrados nódulos. Hoje estou há quase dois anos em tratamento e o câncer está em nível IV, não existe cirurgia e, para a medicina, não existe cura. Agora, faço o tratamento para estabilizar", afirmou o policial.

Fernando ao lado de um dos filhos e com a cabeça raspada por conta do tratamento médico â?? Foto: Fernando Fonseca/Arquivo Pessoal

Fernando ao lado de um dos filhos e com a cabeça raspada por conta do tratamento médico — Foto: Fernando Fonseca/Arquivo Pessoal

Ainda conforme Fernando, neste período, apareceram lesões na bacia, coluna, costela, crânio e também em outras partes ósseas. Durante o tratamento, ele poderia estar afastado, porém escolheu o acalento da família, dos amigos e até dos cachorros do "canil do Choque", no qual ele é responsável.

"Na verdade, o meu pensamento é de não se entregar em situação nenhuma. Esse é um dos lemas que eu levo na minha vida. A gente tem que ter forças pra lutar e eu acho que ficar em casa hoje não resolveria a minha vida, não deixaria a minha saúde melhor ou pior, então eu preciso dar continuidade na minha vida. Em uma entrevista, eu disse, e agora repito: A gente vai ter um dia pra morrer, todos os outros nós vamos estar vivos, então eu tô vivendo, trabalhando e fazendo o que eu gosto", finalizou Fonseca.

 

Policial ao lado da esposa em Campo Grande â?? Foto: Fernando Fonseca/Arquivo Pessoal

Policial ao lado da esposa em Campo Grande — Foto: Fernando Fonseca/Arquivo Pessoal

 

Policial descobriu o câncer de mama após passar por quatro médicos em MS â?? Foto: Fernando Fonseca/Arquivo Pessoal

Policial descobriu o câncer de mama após passar por quatro médicos em MS

Foto: Fernando Fonseca/Arquivo Pessoal

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